Devido às exigências das sociedades actuais assiste-se à proliferação de trabalhos urbanos para a passagem de cablagens e tubagens para os serviços de águas, saneamento, gás, comunicações, etc. A tradicional técnica de abertura de valas a céu aberto para este tipo de instalações é cada vez menos atractiva devido aos constrangimentos e transtornos que causa na normal circulação de pessoas e tráfego acarretando prejuízos sociais e ambientais indesejáveis; outras vezes as próprias condicionantes de execução das valas a céu aberto, leva a médio/longo prazo a um acréscimo de custos devido à necessidade de recompactação e repavimentação das vias. Desta forma a perfuração horizontal dirigida tem-se assumido como a solução técnica inovadora e incontornável que minimiza tais constrangimentos e apresenta uma relação custo/beneficio bastante competitiva. O equipamento utilizado para a execução deste tipo de perfurações utiliza a mais moderna tecnologia, permitindo o direccionamento da perfuração à medida do seu avanço. A grande vantagem deste sistema em relação a outras técnicas de perfuração horizontal é a de não ser necessário proceder à abertura de poços, o que possibilita o trabalho em áreas de dimensões reduzidas. As nossas máquinas têm capacidade para perfurar em qualquer tipo de terreno a diâmetros de Diametro100mm até Diametro500mm. Em determinadas condições, pode executar de uma só vez, travessias com aproximadamente de 300 metros lineares.

Fig. 1 – Perfuradora Ditch Witch JT4020

Fig. 1 – Perfuradora Ditch Witch JT4020

2. PROCEDIMENTO EXECUTIVO

1º FASE – INSPECÇÃO DO LOCAL DA OBRA

  • Antes da escolha do local de instalação do equipamento de perfuração, deverão ser verificadas algumas condições e analisada a viabilidade da perfuração, nomeadamente:
  • Verificação das características geológicas, geotécnicas e hidrogeológicas do maciço;
  • Levantamento topográfico do terreno;
  • Levantamento das infra-estruturas existentes;
  • Verificação dos acessos ao local da obra.

2º FASE – PLANIFICAÇÃO DA TRAJECTÓRIA DE PERFURAÇÃO

  • Análise das características geológicas, geotécnicas e hidrogeológicas do maciço;
  • Análise da topografia e do levantamento das infra-estruturas existentes;
  • Análise da trajectória de projecto e das eventuais condicionantes;
  • Definição dos locais de colocação do equipamento, ponto de entrada, desenho da curva de perfuração e ponto de saída;
Fig. 2 – Exemplo de desenho de curva de perfuração

Fig. 2 – Exemplo de desenho de curva de perfuração

3º FASE – POSICIONAMENTO E ABERTURA DO POÇO DE LAMAS
Procede-se a abertura de poço de lamas, e procede-se à instalação, posicionamento e ancoragem do equipamento de perfuração dirigida.

4º FASE – REALIZAÇÃO DO FURO PILOTO

Após a colocação, posicionamento e ancoragem do equipamento de perfuração dirigida inicia-se a execução do furo piloto.
Esta primeira perfuração é de menor diâmetro (executada com uma cabeça

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Fig. 3 – Execução do furo piloto

Fig. 4 – Pormenor da execução do furo piloto

Fig. 4 – Pormenor da execução do furo piloto

direccional equipada uma sonda que permite a localização da perfuração ao longo da execução deste furo piloto, e que se façam correcções na direcção de perfuração para manter a trajectória pretendida. O avanço da furação é conseguido através da acção combinada da injecção das lamas bentoniticas sobre pressão, do empurre e da rotação da cabeça de perfuração que se encontra ligada à perfuradora através de varas de perfuração. As lamas bentoniticas além de intervirem na furação têm outras funções, como o arrefecimento da cabeça de perfuração, a remoção dos detritos de furação , a sustentação das paredes do furo e lubrificar a passagem da tubagem. O acompanhamento da perfuração faz-se através dos sinais recebidos da sonda instalada na cabeça de perfuração, podendo estes ser de dois dispositivos diferentes: cabo Sonda onde a informação será enviada para um aparelho receptor onde será confrontado com o traçado definido, ou com uma sonda de radiodetecção que transmite o sinal a um receptor colocado na superfície que faz a procura do seu posicionamento.

Fig. 5 – Equipamento de radiodetecção Subsite 750 Tracker

Fig. 5 – Equipamento de radiodetecção Subsite 750 Tracker

5º FASE – ALARGAMENTO

Após a execução do furo piloto a cabeça de perfuração direccional é retirada no fosso de recepção e colocado um “alargador” com um diâmetro superior à perfuração anterior. O alargador servirá para aumentar o diâmetro do furo inicial que através da rotação do puxe e da injecção de lamas bentoniticas fará várias passagens até que se atinja o diâmetro pretendido.

Fig. 6 – Execução do furo de alargamento

Fig. 6 – Execução do furo de alargamento

Fig. 7 – Pormenor da execução do furo de alargamento

Fig. 7 – Pormenor da execução do furo de alargamento

6º FASE – COLOCAÇÃO DO TUBO

Quando se atinge o diâmetro desejado, é ligado ao alargador, através de um destorcedor, o tubo a colocar e efectuado o puxe deste até a extremidade inicial da perfuração.

Fig. 8 – Colocação da tubagem

Fig. 8 – Colocação da tubagem

Fig. 9 – Pormenor da colocação da tubagem

Fig. 9 – Pormenor da colocação da tubagem